quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Da virgindade perdida..

Na época em que isso aconteceu eu certamente sabia que não me sentia preparado para nada daquilo, mas mesmo assim eu sabia que eventualmente algo aconteceria, portanto, por que estender se eu podia simplesmente abrir as pernas e acabar com tudo isso?
Eu tinha treze anos, quase quatorze - ou na verdade eu já tinha quatorze, não me lembro! Ele tinha 23 anos e eu o havia conhecido a pouco mais de um mês através da Internet - pois é. Não consigo ficar muito tempo na Internet sem ver conteúdo pornográfico, e é melhor se tem alguém pra te falar palavras sujas, pra te lamber o sexo e perturbar a imaginação. Decidi me encontrar com ele perto de casa mesmo. Como disse eu era virgem e não tinha ficado com muitos garotos, estava um pouco assustado mas não demonstrava, ele não podia perceber minha insegurança, meu medo. Nos cantos escuros por onde passamos ele me pedia pra levantar a camiseta, queria ver meu corpo, queria me tocar - o que me lembrou um vampiro sedento por sangue, apreciando sua refeição para próprio deleite. O saldo daquele dia foi um lábio cortado, minha língua machucada pela sua voracidade, e uma boa chupada.
Nos encontrávamos todos os finais de semana e mesmo ele me falando dos outros meninos que pegava e me descrevendo o que faziam.. eu tinha uma necessidade de ficar ao lado dele. Ele foi minha doença favorita, e eu não queria me curar. O jeito como ele me colocava pra baixo e ao mesmo tempo me enaltecia me hipnotizava.
O sexo só foi acontecer um mês depois, dois talvez. Foi tudo muito simples e por isso não vou escrever muito. Coloquei ele dentro da minha casa quando meus pais saíram. Sentado na minha cama ele abaixou minha calça, me chupou.. tocou minhas pernas e entre minhas pernas. Me beijava, me acariciava.. Não lembro se ele me fez chupá-lo aquela noite, mas lembro de ele jogar seu corpo contra o meu, de entrar em mim. Não senti dor, mas também não senti prazer.. fiz aquilo pra ter certeza de que voltasse na semana que vem. O que se sucedeu nos outros meses foram uma série de marcas de mordidas e carne violentada. Enfim, minha verdadeira virgindade eu havia perdido bem antes daquela noite. Não sei se entenderão.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Do Marilyn Manson e do sexo na chuva..


Foi no meio de 2007 e nós não estávamos mais namorando, mas a atração física sempre foi forte.. suficiente para nos dar mais alguns meses de vida no começo desse ano. Enfim, o que eu realmente recordo é que era domingo e uns amigos meus de São Paulo - Capital iriam tocar numa casa de shows aqui. A extinta banda Mister Superstar - Marilyn Manson Cover da qual eu já tinha beijado dois garotos. Não somente eu, mas também uma grande amiga minha e foi uma intensa disputa de bocas, línguas e força, afinal eram - no meio da rua três - garotos e uma garota se beijando.
Mas o pedaço de carne que me interessa eu ainda não podia farejar. Ao entrar naquele ambiente - lotado - eu o encontro e ficamos conversando. Vodka, cigarro e cigarro, unha, banheiro e maquiagem. Mais vodka, vai. Entre todas aquelas pessoas que passavam, aquele odor, as bocas das meninas e os corpos dos meninos... Era somente ele que eu queria. Terminado o show - tanto da banda quando o meu show, minha unha, meu braço e minhas pernas vagabunda - eu me dirijo e ele falo: "Vamos pra outro lugar, agora!"
Lá fora chovia pesadamente, lá fora a luz era intensa e imensa, os carros gritavam - típica avenida. Pra que ir pra algum lugar reservado se seria mais interessante ali? Encostado na parede de um lugar que eu não sei ao certo o que era, nos começamos a nos beijar e nos tocar. Parava e respirava. Álcool. Enquanto ele devorava o meu pescoço e me prendia na parede eu só conseguia - enquanto sentia sua língua quente e seu firme - assistir aos carros passando e os faróis nos iluminando. Lembro dele arrebentando minha calça, pegando no meu pau, chupando, arranhando meu rosto. Todas as ações iam se repetindo em ritmo cada vez mais frenético, ele com a mão em mim. Puxava, mordia, arrancava meu suco. Ele gozou em meu abdómen e depois me beijou com aquele cheiro e gosto. Trinta minutos foi o que isso deve ter durado. Enquanto eu ando pelas mesmas ruas e me excito - sozinho - com a sua memória, alguém me diz que ele partiu e encontrou alguém que valesse a pena, foi ser feliz.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Da cola e do sexo na igreja..

Eu não queria fazer nada daquilo, mas como eu estava ali eu tinha que fazer. Foi naquela época escura da minha vida - devia ter uns 16 anos - e somente hoje percebo os perigos que escapei. Enfim.. esperei minha mãe ir dormir e me arrumei - um blazer preto, jeans skinny de botão, all star.. aquelas roupas que todos usam. Vagarosamente sai de casa e 'Pronto, estou livre'. Fui até uma praça no centro da cidade, uma cerveja no meio do caminho pra começar. Cheguei lá meus amigos estavam cheirando cola, e eu realmente não queria pois nunca fui muito afim, achava porco.. mas quem sou eu pra falar do que é ou não sujo? Se existe algo que eu preciso fazer, por qualquer que seja o motivo, então eu faço, mesmo que isso me consuma! Comecei a baforar cola e beber vodka.. porra, devia ser terça-feira e eu era uma criança, não deveria estar ali.
Um dado momento eu apaguei, não me lembro de nada, e acho que nunca vou lembrar.. mas quando eu voltei estava rodeado por alguns policiais. Eu só queria sair dali aquela hora.. que alguém me tirasse dali. (In)Felizmente não aconteceu nada, só levaram a cola e pudemos ir embora.

Dali saindo, tomei dois remédios tarja preta de uma amiga que trabalhava numa farmácia de manipulação.. Duas garrafas de vodka na praça principal, em frente a igreja. Acho que fumamos maconha também, não me lembro. Devido ao meu comportamento nada cristão, meu então namorado ficou nervoso comigo por sair por aí beijando meus amigos e amigas. O que ele fez? Transou comigo em frente a igreja, deitados no chão, devia ser umas 3 da madrugada. Na verdade foi um estupro, acima de qualquer outra coisa. Mas tudo bem, eu mereço ser castigado pelas minhas ações. Me levou pra casa e com um beijo me disse 'Falow aí'. Entrei em casa silenciosamente enquanto minha mãe e irmã dormiam.. de manhã, escola. Bosta, ainda sinto o cheiro e o gosto daquela época.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Da camiseta com sangue e do banheiro da faculdade..

Acho que foi dia 18 de Setembro ou uma semana antes ou depois - só sei que foi numa quinta. Na época em que eu ainda dava aulas claro que eu fantasiava com vários alunos/as. Posições, mãos, cheiros, cabelo, suor e gemido. Salgado e doce, tudo junto. Um em particular eu nunca realmente olhava - mesmo sendo um mulato bonito, modelo - mas ao saber que ele pegava meninos, e que me olhava.. tive que dar uma chance pra ele.

Depois de beber uns 3 litros de vinho - eu tenho esse humor alcoólico - fui me encontrar com ele. Na primeira vez que ficamos sozinhos já avisei a ele que não ia voltar pra casa chupando dedo. Enfim, num dado momento da noite ele me joga na parede e vai me beijando.. estava tudo muito chato, confesso! Pra animar a situação a única alternativa que vi foi esfregar meu corpo no dele de um modo diferente, e abrir minha calças, claro. Ele sempre soube da minha - enorme - queda pelo BDS&M, o que ele fez foi cravar suas unhas nas minhas costas, tatuando minha pele e minha roupa. Me puxava, me jogava, me abaixava e me subia, me lambia, me mordia, me marcava. Suas pernas lindas naquela cueca vermelha.. Foi bom toda a dose, admito, ainda mais pelo fato de não poder encostar em nada, com as costas em carne viva depois. Ainda não transamos, aquilo foi um aperitivo. As manchas de sangue na minha camiseta foram testemunhas na noite, e as marcar no meu corpo testemunhas do passado.

O casamento é, definitivamente, uma instituição falida - e eu já falei sobre isso antes. Ontem no corredor da faculdade passa um loiro, de uns 37 anos, se apalpando e olhando pra mim com aquele modo grosseiro, palavras baixas saindo no seu ar. Seria tão mais fácil se as pessoas simplesmente chegassem e falassem o que querem: "Quero chupar o seu pau, vamos ao banheiro?"

De qualquer forma, tentei resistir àquela insinuação toda.. tentei! Acabei entrando no banheiro com ele, anel no dedo. Enquanto entrava na cabine do banheiro, eu conseguia ver aquele homem esmagando minha cara contra o piso, meu sangue lavando aquele azulejo sujo. Para minha grande surpresa quem abaixou as calças não foi ele. O ponto máximo dessa deplorável situação foi quando ele tirou a boca do meu corpo, eu tive o prazer de cuspir ao lado dele. Quem é puto, então? Eu - por não respeitar nem a mim mesmo e deixar com que estranhos danifiquem meu corpo e espírito - ou ele, que tinha família esperando em casa e vai chupar pau na faculdade?
Terminei, podem jogar as pedras agora!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Da Sexta da Bebida e do sexo grupal na rua..


Certas lembranças me deixam físicamente mal, me causam náuseas - não sei explicar. Acho que tinha 16 anos quando eu frequentava a infâme Sexta Extra - vulgarmente conhecida como Sexta da Bebida. Não preciso - acredito eu - explicar que era um monte de adolescentes/adultos lotando uma 'avenida' com som alto, todo o tipo de gente se misturava.. emos, wannabes, punks, góticos, gays, lésbicas, junkies.
Me lembro que naquela noite eu estava numa escada de metal - já na rua - quando um grande amigo, com quem eu trocava algumas palvras em alemão, me ofereceu 5 cápsulas de anfetamina que eu tomei logo de cara com a ajuda de uma garrafa de Catuaba.
Logo em seguida só consigo me lembrar de estar cheirando cola em um terreno baldio e de sair correndo de uma viatura da polícia.
De modo geral muita coisa acontecia naquelas noites de sexta-feira. Na grande maioria era muita droga consumida (maconha, cocaína, cola, anfetamina, lança..) e muito álcool.. geralmente era tudo em uma noite, e tudo ao mesmo tempo.
Mas o que realmente marcou foi o sexo de madrugada, deitado no meio da rua. Me lembro de ter chupado duas amigas minhas com a ajuda da namorada de uma dela. Meu cinto virou chicote, e no meio da noite o cheiro das pernas foi a única coisa que eu dava atenção. Meu amigo encostado na parede olhava sem piscar para nossos corpos sujos na rua, se tocando.
Naquela época minhas noites eram bastante parecidas. Me machuquei muito, mas experimentei todas as sensações e pessoas. O que carrego daquela época é um vazio e muitas lágrimas, mas faria pior se precisasse repetir.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Dos bares, da balada e do sexo verbal..


Isso aconteceu dia 8 de Agosto de 2008, é claro que tudo começou com uma cara de sexta-feira normal. Primeiro um bar de playboy com uma amiga íntima, com cervejas e caipirinhas de absinto. Depois, por volta das 11h30 da noite, táxi de volta pra casa. O problema começa quando eu to sozinho. Já com um pouco de álcool no sangue eu não podia simplesmente deitar e dormir, eu tinha que ir até o limite - de novo! Saí e fui até um posto de gasolina comprar mais cerveja torcendo para que alguém me parasse no meio do caminho, cheio de segundas intenções. Acho que no fundo eu sabia que eu queria me vender novamente.
A única pessoa que passou foi um amigo que me viu na esquina, bebendo. Entrei no carro e ele já tira uma cápsula de cocaína. Bater, enrolar a nota, passar o cigarro, cheirar, fumar, fôlego, boca amortecida, fúria.
O único jeito foi beber mais e mais. Fomos para um bar mais underground com rockeiros, punks e oportunistas. Estava montado em arrogância, de social. Mais cocaína. Quem traz são aqueles rapazes de roupas largas, gíria na boca, vontade nas calças. Garotos oferecem discretamente o corpo se eu bancasse na balada; 'Eu deixo você fazer o que você quiser comigo se você me levar pra alguma balada!'
'O que eu quiser?'
'Sim'
'Você sem roupa.'
O sorriso denuncia a resposta, nada mais precisava ser dito. Mas eu disse que não.
Balada na cidade vizinha, entrada VIP, caipirinha de maracujá, duas latas de cerveja, uma música. Tchau.
Volto para o bar e encontro um casal de amigas lésbicas, cervejas e mais cocaína. Smirnoff Ice.
Até que sou abordado por um garoto que não conheço, e ele me diz 'Quero chupar você e a sua amiga, ao mesmo tempo'. Tentei convencê-lo de que não havia necessidade de ter uma garota, ele sumiu de repente.
Me lembro depois de estar na casa das minhas amigas, várias pessoas no banheiro, bebidas na geladeira e cocaína no mármore.
Como num impulso arranquei a roupa e nadei pelado as 5 da madrugada. Mais bebida e mais cocaína.
Quando fui embora, de carona com um conhecido - casado e com filhos - falei que queria comê-lo. Ele ficou de ligar.. mas na loucura não passei meu telefone. O texto está péssimo, mas eu estou com dor de cabeça.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Da mesa de bilhar e do quarto ao lado..

Minha intenção ao criar o blog nunca foi derramar aqui minhas lágrimas ou transformá-lo numa explosão emocional, muito embora eu já faça isso de certa forma e acredito que isso irá se intensificar cada vez mais.

Não me lembro bem quando foi que isso aconteceu, deve ter sido uns dois anos atrás. Pelo que me lembro tudo começou pela internet através de amigos em comum e marcamos - depois de uma certa enrolação - de nos encontrar no shopping, na cidade onde ele mora. Chopp, álcool pra começar, pra soltar. Todo aquele ritual, aquela conversa ensaiada, pensada, com as palavras certas. Nós sabíamos desde o início onde tudo isso iria terminar, e ainda assim existia um manual de boas maneiras a se percorrer - uma dança do acasalamento. Assim seguiu aquela conversa chata e sem conteúdo, mascarando vontades. Pode até ser que ele não tivesse intenção ou até mesmo vontade, mas eu não estava disposto a voltar pra casa sem um sabor, odor, mão.

Saímos de lá e fomos pra casa de uns amigos dele - que hoje também são meus amigos - onde bebemos mais (lê-se 'bebi') e jogamos bilhar (lê-se 'tentei jogar').

Provavelmente a culpa foi do vinho, ou da luz amarelada em cima da mesa junto com Inplástika no rádio. Aquilo foi bagunçando a minha mente, misturando meus pensamento de como que o que eu mais precisava fazer era degutar cada pedaço da sua carne. Tento sempre disfarçar, mas eu não tenho controle sobre o meu corpo. Via sua roupa marcando levemente o seu corpo.

Nessa hora o beijo já tinha acontecido, leve, tasteless, e nessa hora quem cantava era Chico Buarque e a maldita Geni. Construção.

Não me lembro ao certo de onde surgiu, mas houve uma cena de beijo, nós dois deitados sobre a mesa de bilhar enquanto os outros observavam e gritavam algo.

E o teatro todo foi durando e durando, eu mais e mais querendo acabar logo com tudo isso, fazer todos sumirem. Acho que o vinho já tinha acabado quando nós fomos para o quarto escuro ao lado. Acho que tinha uma estante com livro, não sei se me lembro de quadros.

Mas me lembro do beijo melhor, me lembro de ele ser menor. Me lembro de passar minha mão em seu corpo, prenssar meu sexo entre suas pernas, novamente uma dança. Vagabundo.

A certo ponto minha reação foi ajoelhar-me na sua frente, colocando seu pau pra fora e colocando em minha boca. Não tive tempo de fazer muita coisa, quase nada. Na verdade foi muito rápido.

Foi recíproco, ele também me chupou. Enfiou sua cara entre minhas pernas, meus pelos.

Nem metade do que eu quero fazer com ele.. Aguardo minha vez!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Do desafio lançado..

Eis o desafio.. Para quem associar o texto abaixo a uma musica bem famosa terá a sua disposição, se quiser, meus favores sexuais em (quase) todas as suas vertentes. Ou então os favores sexuais de alguém que eu possa persuadir.
Eis o texto:

“ Ela:
Queria lhe dizer que meu peito murchou como uvas-passas, minguou, pequeno e frágil, mas saiba que essa fruta logo apodrecerá até cair destes galhos retorcidos para enfim, em uma pródiga primavera, uma flor vermelha acalme este vazio.Posso até estar podre, mas você está perdido. Ainda sinto saudade porque não sou de pedra como o seu coração, eu sou o útero que você não tem, o útero que me faz sublime. Ainda colheu o meu amor como colhe de tantas outras vadias, mas eu me vingo dando-lhe a solidão dos outros corpos vendidos. Nunca mais me terá por inteira, para ti posso ser apenas a metade enfurecida. Eu fui o ponto máximo de sua vida e a sua queda foi fatal e perfeita ao meu ego. Já te vejo dançando sem par nenhum, todas as suas mulheres cansadas de sua beleza passageira. É, a sua pele deteriora a cada tragada de cigarro, a cada porre amargo. Está no caminho aonde os miseráveis vão para morrer. Nenhum amor sustenta-se sozinho, logo se deteriora, se rompe, se esfola. É triste, mas é a tristeza que acorda e modifica o homem. Não vivo de felicidades, nem de amor e súplicas; tenho o corpo marcado de todo um universo. Então não venha pensar que fui feita de ti, não fui! Seu amor tolo, suas tatuagens em vão, não adianta estar em seu peito o meu nome, que de nome não se vive uma paixão. Assumo minha cafonice, a minha terapia semanal, os comprimidos e os pilates, mas assume-se um desalmado e basta. Escroto maldito!

Ele:
Você me olhou de dentro da sua epiderme, mas aí dentro só existe desamparo e carência, eu fui a sua fonte donde jorrou todas as suas emoções. E ainda sou. Você diz que não é feita de mim, mas fui o molde de seu peito que agora não é mesmo. Sim, eu sou como o Deus grego Urano, você sempre será a minha Afrodite. Um escroto maldito! Também sou a tristeza que lhe percorre e modifica. Faço da solidão apenas um gole de mim mesmo, um gole a mais. Joguei-me no seu mar de paixão, mas a minha paixão não renasce de cinzas ou tem sangue eterno, ela logo se afoga por si mesma. Não viu o quão meu corpo é um mapa? Tenho todas as cores, todos os nomes, todas as vidas que já morreram. Você para mim é um poema de morte, não um poema de desilusão que mancha a sua atual agenda. Deixe na memória aqueles suspiros, aqueles grunhidos animais, há ainda muitas noites para preencher. E eu, se da minha pele ninguém mais gozar, faço dela capa de um livro, o livro negro dos amores, mas esqueça as suas páginas nunca lhe toquei a mente. ”

Enfim, a qual música se refere?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Do feriado e das últimas - eternas - lágrimas..

Existe uma grande necessidade de mudança no mundo, e isso pode ser observado em todos os cantos, em diferentes aspectos.
Desde a evolução do ser humano, das guerras e das revoluções até o simples encaminhar de uma amizade e de uma pessoa.
Por isso eu proclamo; ’Eu sou a metamorfose’. Como disse anteriormente não basta mais ser somente uma pessoa, eu preciso experimentar tudo e todos, ter todas as vontades e satisfazer todos os meus desejos, e satisfazer principalmente os meus não-desejos.
Para aqueles que têm uma ótima relação familiar, que aproveitem, eu vou buscar o meu lar, na verdade estou buscando. Nunca tive uma família feliz para sentar-se à mesa. Aprendi a conviver com isso desde cedo, quando era chamado de prostituto pra baixo. Isso já me machucou muito, e por tudo isso chorei minha ultimas – eternas – lágrimas. A intenção é sair de lá o quanto antes, na verdade, eu estou indo pra bem longe, futuramente falarei mais sobre isso.
De terça pra quarta houve uma festa na casa de um grande amigo meu, e na verdade sempre tem festa lá quando os pais dele viajam. A casa fica cheia de instrumentos musicais e se houve um rock n’ roll, indie, samba por todos os lados. Aquela mesa cheia de bebida – barata e vagabunda – trazida pelos meus amigos pobres. Na casa misturam-se gays, lésbicas, punks, hippies e playboys. Mas uma vez fiquei com alguém que tenho ficado durante certo tempo, tenho que me policiar para não acabar gostando novamente. Meus dedos estão machucados por ter tocado guitarra, agressivamente.
Vale ressaltar a minha performance horrível de David Bowie e Amy Winehouse. Durante a madrugada sexo casual rolava nos quartos, foi bem interessante ver algumas cenas. Primeiro ao chegarmos a casa, meu amigo – heterossexual, estudante de Física na USP – junta uns meninos no quarto e me mostra, fazendo com que eu beijasse todos e exigindo que eu usasse o quarto, deixando-o com cheiro de sexo. Vou abstrair detalhes dessa vez.
Minha parte favorita foi cheirar cocaína na capela da casa – visto que é uma família bastante religiosa. Foi um paradoxo muito grande a me ver ajoelhado em frente à imagem da santa, cheirando cocaína, e com pensamentos totalmente contrários aos católicos. Lembro-me que bebi todo o vinho que tinha na capela.
Enfim, que venha tudo, eu agüento!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Do primo, de São Paulo e da recuperação..

Às vezes me pego pensando se ainda existem heterossexuais no mundo. É claro que existem, sim – a pergunta é simplesmente pelo fato de muitas coisas acontecerem. Mas o ser humano é tão movido a desejo e instinto, não? O que é algo que definitivamente me excita. Por exemplo, quando vou para São Paulo, todos aqueles prédios, é tudo tão cheio de vida, glamour e degradação. O marido que bate na esposa e nos filhos, o pai de família que vai procurar garotos na rua enquanto a esposa dorme, a filha evangélica que faz sexo com todos que encontra. Enfim, ver essa podridão toda me excita demais.
Semana passada estava no MSN quando o meu primo de Caraguá – litoral norte de São Paulo – começa a falar comigo, só que de um jeito que nunca havíamos conversado antes.. Resultado: quer desesperadamente ficar comigo. É claro que eu vou ficar com ele! Branco, cabelos negros e lisos, magro, louco pra ter sua primeira experiência com um homem.. e já se mostrou tão aberto as possibilidades que quanto mais ele der corda mais eu vou puxar – até enfocá-lo.
Esse sábado teve Motomix – Festival no Ibirapuera com muitas bandas do cenário Indie. Nada muda mesmo, mas talvez eu não queira que mude.
Sem bebidas lá, fomos ao Autorama – lá rola sexo com desconhecidos em seus belos caros – e uma garrafa de Catuaba, caipirinha de Sagatiba, outra garrafa de catuaba. Nesse ponto eu já dançava e arrancava levemente a minha roupa, enquanto beijava meu amigo e fazia graça pros carros que passavam bem devagar me olhando. Sabendo que me olhavam minha única vontade era torcer mais ainda meu corpo, arrancar minhas calças, abrir minhas pernas, fluidos corporais.
No caminho de volta, mais um baseado, meus amigos me tocando, beijando, desconhecido chega, pega, aperta, parte. Álcool, mais álcool.
Augusta, pessoas, baygon, cocaína, cocaína e cocaína.
Enfim, acho que não preciso ficar detalhando tudo, as historias são sempre as mesmas – e hoje, me recuperando do final de semana, pra trabalhar eu estou sobre o efeito de antidepressivo e licor de cereja – então não vai dar pra ficar falando muito.
Aos que comentam, eu só tenho que agradecer.
Beijo especial para o Bruno D’Ugo e para o Tiago por ter sido a minha madrugada.

Muah!